Prisioneiro, imantado, gravitante, atraído...
Traído em meu desejo de vôo.
Me permito furtivos saltos sem horizonte.
E no meu peso novamente me estatelo.
Grilhões acorrentam meus sonhos,
Nos arredores de Pólos, Equador e Trópicos
Um fardo de laboriosa sina,
Minha cruz, Via Crucis.
Carrego ou sou carregado?
Conduzo ou sou conduzido?
Eu estou na carne e sou carne.
Sou indivíduo, sou primo e sou infinito.
