terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Soneto do retrato distante



Retrato distante no tempo, no espaço.
Nas pinceladas de ilusão das suas cores.
Esvoaçantes panos em primaveris frescores.
Madrigal musa, dançando em lento compasso.

Espectro de luz pelo ar disperso,
Materialize-se em carne e mel.
Insinuante fêmea envolta em véus.
Deslize por minhas mãos, se faça verso.

Retiro fonemas de cada canto oculto
De um revelado corpo, não mais um vulto
Com olhar de artista, suas curvas, miro

Te misturo em cores primárias na paleta
Em argila modelo tuas formas concretas
No caderno invento rimas para seus suspiros

Um comentário:

  1. O segundo quarteto me fez lembrar de um espetáculo, inspirado numa das obras de Pushkin. Só consigo visualizar dessa forma, é impressionante... q vem a minha cabeça de um jeito nítido. Incrível!

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