terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Celebro-te



Segure minha mão e vamos rodopiar pelo salão de nossos sonhos,
Cortinas de nuvens filtram a luz que invade o ambiente
E ilumina seu sorriso, piso num chão de ninféias
Saídas de um quadro de Monet, levito,
Guiado por seus passos de bailarina, vejo em volta,
Mirando os seus olhos que refletem anjos,
Seus passos carregam a leveza da brisa,
Enxergo através de seu tórax diáfano
O reluzir carmim de seu coração ardente ansioso por vida.
Deslumbro-me perante sua presença radiante,
Sol que me aquece e que em torno do qual orbito.
Procuro, em metáforas de gosto duvidoso e repetitivas,
Explicação para esse sentimento tão carnal, 
Tão terreno, tão humano,
Que nos move adiante em passos retos,
Sob o mesmo sol de todos os céus.
A anatomia de seu corpo é a mesma 
Estudada em escolas de medicina.
Nossa condição humana e comum nos distancia, cruelmente,
Das obras primas dos grandes artistas.
Mas, aos meus olhos apaixonados,
É tudo que há de se criar de maravilhoso 
Pelas mãos humanas.
Arte, ciência e religião se misturam em meu caldeirão,
Numa fórmula só minha de te reinventar, diariamente,
Em meus pensamentos e fantasias.

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