Segure minha mão e vamos rodopiar pelo
salão de nossos sonhos,
Cortinas de nuvens filtram a luz que
invade o ambiente
E ilumina seu sorriso, piso num chão de
ninféias
Saídas de um quadro de Monet, levito,
Guiado por seus passos de bailarina, vejo
em volta,
Mirando os seus olhos que refletem anjos,
Seus passos carregam a leveza da brisa,
Enxergo através de seu tórax diáfano
O reluzir carmim de seu coração ardente
ansioso por vida.
Deslumbro-me perante sua presença
radiante,
Sol que me aquece e que em torno do qual
orbito.
Procuro, em metáforas de gosto duvidoso e
repetitivas,
Explicação para esse sentimento tão
carnal,
Tão terreno, tão humano,
Que nos move adiante em passos retos,
Sob o mesmo sol de todos os céus.
A anatomia de seu corpo é a mesma
Estudada em escolas de medicina.
Nossa condição humana e comum nos
distancia, cruelmente,
Das obras primas dos grandes artistas.
Mas, aos meus olhos apaixonados,
É tudo que há de se criar de
maravilhoso
Pelas mãos humanas.
Arte, ciência e religião se misturam em meu
caldeirão,
Numa fórmula só minha de te reinventar,
diariamente,
Em meus pensamentos e fantasias.

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