Morri.
Assassinado?
Suicídio?
Quem foi?
Não há réus nessa cadeira.
Pouco importa!
Ressuscitei.
Renascido,
Sou mais
espírito,
Sou mais
carne.
A rigidez
liquefeita
De me
desmanchar em ti.
O doce toque de uma alma,
Habitante de um corpo fêmeo,
De doçura que brota abundante
De seu cálido âmago,
E que me alimenta, sem me saciar.
Corpos que unidos são taça
Onde as essências se misturam
O meu e o seu, diluídos, fundidos,
Nossos olhos fixos na mesma direção,
Em sentidos contrários.
Mostro-lhe minha alma, porque já enxergo a sua.
Nenhum comentário:
Postar um comentário