quarta-feira, 24 de abril de 2013

Fusão


Morri.
Assassinado?
Suicídio?
Quem foi?
Não há réus nessa cadeira.
Pouco importa!
Ressuscitei.
Renascido,
Sou mais espírito,
Sou mais carne.
A rigidez liquefeita
De me desmanchar em ti.
O doce toque de uma alma,
Habitante de um corpo fêmeo,
De doçura que brota abundante
De seu cálido âmago,
E que me alimenta, sem me saciar.
Corpos que unidos são taça
Onde as essências se misturam
O meu e o seu, diluídos, fundidos,
Nossos olhos fixos na mesma direção,
Em sentidos contrários.
Mostro-lhe minha alma, porque já enxergo a sua.

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