sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Trago Flores

















Trago flores, trago cores.
Trago uma janela aberta pro amor.
Olhe e se enxergue!
É você entre girassóis, lírios e sempre-vivas.
É você brilhando, disseminando matizes como elas.
É você inebriante, confundindo-se ao perfume delas.
Enche-me o desejo de segurar suavemente sua mão.
O ar repleto de sol enaltecendo sua tez morena.
O vento acariciando suas curvas de mulher.
Nos lábios o sabor de um beijo apaixonado,
Que percorre seus sentidos, invade sua libido.

E sua alma grita,
Seu coração acelera,
Seu corpo urge.

Você é inteira uma vontade de viver,
Que ultrapassa as fronteiras da carne,
Que se expande numa luz divina.
Seu êxtase me alcança,
Domina o meu corpo,
Invade meu peito,
Apossa-se da minha alma,
E minha alma grita, abraçada à sua.

30/01/2013

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O Mar e A Montanha


Montanhas.
Oceanos.
As curvas.
A linha reta.
Os pés no chão.
O braço em vão.
Incerteza cristalina.
Inevitável sal.
Nos olhos.
Nos lábios.
O desmoronamento.
O naufrágio.

Um oceano sedento, insaciável.
Gigantesco em sua salinidade, intragável.
Sorvendo a doce água,
No frescor dos lábios ribeirões.
Insinuante Iara que se entrega
Em sentimentos curvilíneos.

A menor distância entre dois portos.
A vastidão plana do oceano.
A ausência que habita o tudo.
Eu sou o monstro mitológico,
Que nunca deixou seus sonhos
Sou o medo que alimenta as velas,
O porto que vai chegar.

Se perca na escalada.
Escorra sinuosa em cordilheiras.
Horizonte mais alto que os olhos.
Brilho de sol invadindo sombras.
Sou a árvore que guarda a nascente.
Sou a nascente que alimenta o mar.
Lentamente.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Hoje (de algum lugar nos anos 90)

Hoje
Não quero ser amigo,
Nem quero ser inimigo.
Não quero ser namorado,
Nem quero ser infiel.
Nem quero ser amado.
Não quero ser irmão,
Não quero ser filho,
Nem quero ser pai.

Quero ser apenas um vazio,
Inatingível.
Uma estrela de pouco brilho,
Despercebida,
Longínqua,
Sozinha no tempo e espaço.
Num lugar onde nem mesmo a vida me encontre.

Pois eu não quero viver,
Nem tão pouco morrer.
Pois não vejo a diferença,
Eu sou um vazio inatingível.

domingo, 5 de janeiro de 2014

A Ilha e Os Desertos

















Teu corpo é uma ilha
Cercado por todos os lados
Pelos meus desertos.
Sou uma criatura sedenta,
Querendo sorver-te.

Tenho sede na boca.
Tenho sede nos olhos.
Tenho sede na ponta dos dedos.
Tenho sede nos ouvidos e narinas.

Inunda meu peito e minha alma,
Me afoga os sentidos e
Mata minha sede por agora!

Vem...
Me inunda...
Me mata...
A sede...