Montanhas.
Oceanos.
As curvas.
A linha reta.
Os pés no chão.
O braço em vão.
Incerteza cristalina.
Inevitável sal.
Nos olhos.
Nos lábios.
O desmoronamento.
O naufrágio.
Um oceano sedento, insaciável.
Gigantesco em sua salinidade, intragável.
Sorvendo a doce água,
No frescor dos lábios ribeirões.
Insinuante Iara que se entrega
Em sentimentos curvilíneos.
A menor distância entre dois portos.
A vastidão plana do oceano.
A ausência que habita o tudo.
Eu sou o monstro mitológico,
Que nunca deixou seus sonhos
Sou o medo que alimenta as velas,
O porto que vai chegar.
Se perca na escalada.
Escorra sinuosa em cordilheiras.
Horizonte mais alto que os olhos.
Brilho de sol invadindo sombras.
Sou a árvore que guarda a nascente.
Sou a nascente que alimenta o mar.
Lentamente.

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