Quando a alma amanhece pesando
Os grilhões de ouro de um irremissível passado
Quando ao entardecer o corpo se arrasta em laborioso desalento
Quando a sombra do ser debruçado em lembranças
desaparece no equinócio de um outono
Não sonhado em ensolaradas primaveras infantes.
Um embornal de riquezas acumuladas, perdido no caminho.
Não há orgulho em seus pés descalços.
Não há prazer em seus lábios secos,
nem tão pouco beleza em seu dorso maltrapilho.
Não há tesouro em suas mãos vazias.
Estenda as mãos, tome sua moeda de prata.
Use-a!
Resgate a si mesmo...

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