quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Agora, Aqui.

Aquele instante, que, perdido, nunca existiu.
Ofuscado em vaidades tão humanas.
O instante existe na precisão do relógio.
O que nunca existiu foi a memória,
De um acontecimento que pertencia ao instante.
O instante se foi na correnteza do tempo.
O acontecimento ficou suspenso no vácuo eterno do imemorável.
Existe um oceano de objetos, pessoas, eventos…
Cujo sentido foi roubado pela certeza inequívoca do tempo.
No encontro entre o agora e o aqui.
Que já passou. 

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