quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Four Seasons


I am a green little leaf, I am brand new and tender
I just born in a brown and tall branch
Surrounded by beautiful tiny pink flowers
This is spring,
Time to bright the world with our colors


I am not so green anymore, I am becoming yellow
Just like the sun that makes me shine
Surrounded by noisy tiny happy children
This is summer,
Time to refresh the world with our shadow



Look at my color! I became brownish red
It´s very hard to grab my old friend branch
Surrounded by the fruits born from the flowers
This is autumn,
Time to fill the air with our dance in the wind


I am brown now, just like the soil that embraces me
It was time to leave the old and generous tree
Surrounded by the cold dew drops from the dry branches
This is winter,
Time to fertilize the soil to the miracle of spring

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Uma Certa Noite
















A delicada gota do orvalho da sua noite,
Que aguçou os sentidos sem ter saciado a sede
Ansiosos lábios buscam a fonte
De tão doce e cálido visgo
Grudado no meu mais profundo íntimo
Onde as minhas certezas, vez por outra,
Costumam derrapar.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Filhos da Terra

     Somos filhos da terra, viemos do húmus, brotamos, crescemos com raízes sob nossos pés que nos suportam, criamos novos ramos em busca do céu infinito sobre nós, evoluímos a partir de formas de vida mais elementares e buscamos evoluir através do autoconhecimento, do entendimento do que fomos e traçando uma linha que nos aponte o norte pra onde vamos. Somos corpo até aqui e seremos espírito a partir do que desconhecemos. Acreditar que viemos do céu, que descendemos de algo superior é criar uma linha involutiva, é acreditar que regredimos, que estamos indo em direção ao chão.

     Nosso desafio talvez um dia tenha sido cruzar uma planície desconhecida, repleta de perigos, já foi desbravar oceanos, pisar na lua! O que era desconhecido, religião, se transformou em ciência, em razão, o que era espírito, virou corpo, virou mente, mas o espírito continua à nossa frente, fugidio, abrindo portas, oferecendo um universo de possibilidades aos que ousam estender seus braços em direção à luz, que é esse desconhecido norte que nos convida a desvendá-lo.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Quarto Crescente






















Estava ali, adormecido, como quem espera
Um raio de sol furtivo, que anuncie
Um algo maior, um sol, um dia inteiro.
Estava ali, agora eu sei.
Furtivos lábios, invasores de
Minhas portas entreabertas.
Ornando em radiante luz a mobília
De meus soturnos cômodos.
Intrépido, renuncio a meus quartos,
Invado, enquanto me abandono,
Em busca de fulgurantes matizes,
De um jardim inventado a dois.
De um abrigo de poucas paredes.
Idealizado em calorosos abraços,
Modelado por caprichosas mãos.
Invasor, me esvaio, em espasmos,
Um sol, um dia inteiro, já!
Aqui, como eu sou, desperto, enlevado
Por essa luz que persigo em mim,
E que sempre encontro em teus quartos,
Crescentes.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Espiral


A vida é uma espiral.
   Não retorno nunca igual,
      Concêntrico,
         Me distancio do âmago.
      Impelido,
   Me expando,
Expelido,
   Me dissolvo,
      Eu venho.
         Eu vou.
            Eu sou gênese.
               Eu sou infinito.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Vielas



















Que farei eu, ser apaixonado que sou,
Perdido nas ruas dessa cidade que,
Friamente, me acolhe em incertas esquinas?
Não quero cidade, nem pavilhões.
Quero o aconchego das vielas do seu corpo.
Quero as certezas retas do seu olhar,
Quero o calor indubitável dos cômodos
Dessa casa de portas abertas para mim,
Que é você.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Assim Seja


Faça-me asas, onde sou raiz.
Faça-me presente, onde sou amnésia.
Faça-me piruetas, onde sou passos.
Faça-me música, onde sou silêncio.
Faça-me orvalho, onde sou areia.
Faça-me flor, onde sou fruto.
Faça-me rabisco, onde sou escritura.
Faça-me romance, onde sou drama.
Faça-me alvorecer, onde sou sono.
Faça-me paisagem, onde sou quarto.
Faça-me dúvida, onde sou ciência.
Faça-me poesia, onde sou prosa.
Faça-me alma, onde sou ferida.
Faça-me gesto, onde sou frase.
Faça-me encaixe, onde sou superfície.
Faça-me fração, onde sou indivisível.