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| Mark Rothko - No.8 |
Semeador do fecundo solo do prazer humano.
Revolvendo a terra ressequida dos esquecimentos.
Buscando fundo o húmus transformador.
Inesquecíveis campos de verde relva,
Que envolvem o lânguido corpo,
Extenuado dos momentos cúmplices.
Me abraça o vento em rodopios
De pernas e braços incontáveis.
Me aquece o sol em raios de curiosos olhares,
Indiscretos, diante do êxtase do momento
Da germinação das adormecidas sementes,
De frondosa árvore mítica,
Vivaz tão somente em remotas lembranças da alma.
Desvaneço em torrentes de fluidos ardentes,
Diluído num embaraçar de veios de mel,
Me lambuzo da essência que jorra dessa urgência.
Saciada a sede da longa caminhada,
Pronto estou para sorver-te em eternos goles.
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