Dos meus sonhos sou ator e platéia,
Um diretor distraído, um protagonista traído.
Sou roteirista tentando dar brilho noturno
A dias de pouco sol, sombrias linhas sendo escritas a dedo
Na areia infértil que cobre as rochas da história do mundo,
E que o vento dos dias cuida de apagar num único golpe.
No teatro noturno dos sonhos a única certeza
É que as luzes se acenderão, irrompendo em pleno epílogo.
Olhos abertos e fugidios buscam a saída ,
Dou as costas a mim mesmo e minhas estórias reticentes.
Dedos ásperos de tanto desenhar na areia,
Sigo a vida, indiferente...
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