sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Peso Próprio









A poesia das linhas
Ganhando formas,
Criando vazios.
Dimensões que surgem
No vácuo das distâncias humanas,
Crescendo sobre nossas cabeças.

Formidável arte,
Inventada por inspiradas mãos humanas.
Pobre homem,
Prisioneiro de sua própria excelência.

O céu é o definitivo teto
De nossa finitude orgânica.
O chão como única verdade.

Ó Deus,
Se somos sua mais perfeita obra,
Por que não nos deu asas?!


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