domingo, 8 de abril de 2012

Dormente


Meus livros adormecidos na estante
Meus poemas alimentam traças
Minha arquitetura alimenta sonhos
Minhas idéias derretem no uísque
Minhas roupas novas cheiram a cerveja de ontem
Meus olhos se refletem num espelho antigo

O chão da casa está empoeirado
Não posso andar descalço
As janelas estão embaçadas
Não consigo ver a paisagem
Preciso fazer a barba
Ela adorou meu corte de cabelo

Como é bela e brilhante a simplicidade!
Cinco gemas
Quatro claras em neve
Sal a gosto...

2007

Nenhum comentário:

Postar um comentário